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A MINHA EXPERIÊNCIA: DAR SANGUE

Boa tarde, malta,

Hoje venho partilhar convosco como foi a minha experiência em dar sangue. Sempre foi um ato que me despertou muito interesse e acho que é algo bastante importante, no entanto ainda não tinha dado "o passo".
Ontem, uma das minhas tias, mais propriamente a minha tia Andreia, disse-me que hoje ia dar sangue e perguntou-me se queria ir. No inicio disse que sim com toda a certeza, mas minutos depois, comecei a pensar em mil e uma coisa. Coisas que nós ouvimos dos outros, que nem sempre correspondem à verdade. Hesitei. Mas hoje de manhã decidi que ia e que quando chegasse ao hospital logo se via.

Cheguei ao hospital e entregaram-me um papel com a minha identificação e com o motivo de estar lá.  Colei na minha t-shirt muito orgulhosa da minha ação! Mandaram-me preencher um inquérito com perguntas tais como:
- Utilização de drogas por via endovenosa;
- Se a pessoa em questão ou o companheiro teve contacto sexual a troco de dinheiro ou drogas;
- Os países que se visitou;
- Quais as doenças e os medicamentos que se toma;
- Endoscopia, parto, transfusão, piercing ou tatuagem nos últimos 12 meses.
- Parceiro sexual novo nos últimos 6 meses;
- Operação nos últimos 6 meses;
- Doenças sexualmente transmissíveis e vírus da Hepatite B e C;
- Entre outras deste género que não recordo.  

De seguida, mandaram-me beber dois copos de água e comer algo. Comi um bolinho, apesar de já ter tomado o pequeno almoço em casa. Havia vários alimentos à disposição para ingerir. Já no consultório, a enfermeira fez a medição da tensão e, através da introdução de um aparelho no meu dedo polegar, obteve os valores necessários para saber se estavam normais para doar sangue. Não doeu nada! O aparelho que foi colocado no dedo era parecido ao da medição da tensão.

Entrei na sala e senti que estava prestes a doar o sangue. Estava ansiosa por saber como me ia sentir após. Tinha medo de me sentir fraca. A senhora, muito simpática, analisou as minhas veias. Ambas estavam em condições de, no entanto, preferiu a veia do braço direito. Colocou a agulha, um pouco mais grossa que a das análises, colocou as pernas para cima, deu-me uma bolinha para apertar e fechar e voilá! Lá começou o sangue a sair. Demorou 8 minutos a tirar 0,5L de sangue. 


Durante a recolha de sangue, fomos sempre conversando e a senhora perguntou-me várias vezes se me estava a sentir bem. Não senti diferença nenhuma!!
Terminada a recolha de sangue, a agulha foi retirada e tive que pressionar a zona do furo. Isto demorou uns 7 minutos. Fiquei sentada durante algum tempo para se certificarem que estava bem.

Ao sair da sala, senti-me muito bem. Muito bem mesmo! Tanto pelo facto de ter sido retirado 0,5L de sangue e eu estar bem, como poder ajudar uma pessoa com aquela quantidade de sangue!

Durante o dia de hoje tive que ter alguns cuidados, nomeadamente:
- Beber muita água;
- Não fazer esforços com o braço direito;
- Não beber álcool;
- Não estar exposta ao sol e evitar locais quentes;
- Não ficar sozinha durante muito tempo;
- Não fazer movimentos muitos bruscos com a cabeça.

Quero agradecer a minha tia por me ter incentivado a fazê-lo! E ainda bem que a minha primeira vez foi com ela. Soube ainda melhor! 

Não há palavras para explicar o quanto sabe bem. Aconselho a todas as pessoas! E se todos ajudarem com um pouco, fazemos toda a diferença! Não custa nada. E no final até sabe bem.

DAR SANGUE É DAR VIDA, DAR SANGUE É SER HUMANO!

Espero que tenham gostado e não se esqueçam: NÃO CUSTA NADA!

Qualquer dúvida sobre o assunto e se souber esclarecer, estejam à vontade.

Kiss kiss bang bang,
Marina

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